1 de ago de 2009

Despedida.

É estranho, porque mesmo a tristeza não sendo minha, estou triste. É difícil lidar com uma dor desconhecida. Despedidas são sempre tristes, contudo elas são capazes de trazer esperança. A esperança do retorno, do reencontro. A pessoa que viajou no dia de hoje, faz parte do grupo que Tsubaki considera como “família” e, mesmo assim, esta não sentiu grandes emoções. Não que aquela seja desimportante, Tsubaki simplesmente não viu a necessidade de ficar triste. O fato é que Anjo ficou triste. E, sem que percebesse, acabei compartilhando sua tristeza.
De forma alguma se pode dizer que é fácil observar a dor de quem amamos sem sentir vontade de arrancá-la de seus corações, de tomá-la para nós mesmos. Minha vontade absoluta era de abraçá-lo e estar ao seu lado. Mas Anjo não é o tipo de pessoa que mostra seus sentimentos com facilidade. É reservado, silencioso. Todos se acomodaram com sua personalidade. Deixaram de perguntar, deixaram de tentar. O mais impressionante disso tudo foi quando descobri que estou aprendendo a identificar seus sentimentos com facilidade e, até, perfeição. Em que ponto somos capazes de chegar quando nos importamos tanto com alguém? Eu descubro a cada dia.
Despedidas, mesmo quando não deveriam, são tão marcantes e dolorosas. Temo pelo dia em que meu anjo sem asas despedir-se-á e voará de volta para casa.

Ao som de: Take Me To Where The Skies Are Blue, Deadlock e Mit Dir Chillen, Revolverheld.