31 de jan de 2010

Despertar.

“Personagem complexo”. Taí, uma boa expressão para me definir. Agora, o quão complexo é que é o problema. Quando nem eu mesma sei expressar direito o que eu sinto, significa que algo vai muito errado. É como se durante a maior parte do tempo eu tivesse deixado minha vida correr no piloto-automático. Parece mais fácil viver sendo um mero narrador onisciente não é? Claro que não, quando se trata da própria vida!
Certo. Até que, um belo dia, eis que alguma coisa surge na sua vida. Uma pessoa, uma situação, enfim, qualquer coisa representando uma nova realidade. Uma realidade verdadeiramente interessante. Ela despertou algo em você. Esse desejo de retomar as rédeas da sua existência, que por algum motivo, perdeu-se no caminho. De repente, você sente que voltou de uma viagem muito longa, e tudo lhe parece estranho! Sua casa, as pessoas a sua volta, seus objetos. Na verdade, isso tudo é uma ilusão: o que parece estranho, no fim das contas, é o seu próprio interior – recentemente despertado pelo que foi citado antes.
Seu primeiro pensamento provavelmente será “algo mudou dentro de mim”. Errado. Você ACORDOU. Depois de tanto tempo em estado de coma. O por quê disso, não importa. Talvez a sociedade a sua volta tenha imposto desse modo, afinal.
Próximo passo, o “auto-reconhecimento”. A confusão é iminente, tendo em vista tantos sentimentos aflorando. É possível que você se assuste com a nova maneira com que reage às situações: uma hostilidade repentina, ou, quem sabe, certo desespero, exagero, não sei. O que importa agora é deixar a passividade para trás.
Dentre todos os sentimentos que você vai experimentar, eu gostaria de apresentar o pior. Talvez muitos nem o classifiquem como sentimento de fato. Trata-se de algo chamado Necessidade. Estar necessitado implica, logicamente, não ter no momento algo que lhe é imprescindível. E, infelizmente, esse momento pode durar desde um minuto insignificante a toda uma vida. São dois extremos, digamos, absurdos, mas verdadeiros. Pobre daquele que mal sabe o quanto o seu ‘momento’ vai durar. As horas parecem perder o sentido – afinal, elas estão passando por que? Eu vou conseguir o que eu preciso ou não? Sei muito bem que não depende unicamente de mim. O mundo está aí, cheio de injustiças, para me provar isso!
Necessidade, incerteza e insegurança se fundem a qualquer momento. Algum dia você vai sentir que realmente precisa de algo pra respirar. Não é exagero. Sem aquilo que deu a você o “estalo”, esse novo sentido à sua vida, você sente sufocar. Porém, isso não é de todo ruim. Aposto que as futilidades de antes acabaram. Sua busca, agora, consiste em tornar sua existência única e significativa (leia-se “útil”) – como a recompensar aquilo que de certa forma te salvou de toda a inércia. Sinta-se grato, pois, você finalmente despertou!

28 de jan de 2010

Verdades.

Nem sempre o amor é suficiente. Talvez eu seja apenas cega e você, um idiota. Mas as coisas tem ficado confusas demais. Tudo o que você tem feito é disparar tiros contra mim. E tenho que ressaltar a sua burrice ao fazê-lo, pois ao invés de me fazer te esquecer, você só aumenta a minha dor. Você insiste em dizer o que é melhor pra mim, o que eu devo fazer, que eu estou numa viagem constante. Mas como não consegue perceber que você precisa de mim tanto quanto eu de você? Você insiste nesse papo de fraterno e me procura sempre que desapareço. Você nega e atua, mas eu sei que os seus pensamentos são meus. No final das contas, sou sempre eu a procurada. Os detalhes não deveriam servir de prova? Por outro lado, sua mania por controle total sobre mim e minhas ações tem me irritado profundamente. Eu não sou uma marionete. Eu não fui feita pra ser controlada, fui feita pra ser livre. E você devia saber muito bem disso. Eu não sei qual de nós soa mais idiota. O que ama com devoção e fidelidade ou o que ama e ao mesmo tempo só quer usar. Você deveria ficar livre de uma vez e acordar pra vida e eu deveria seguir em frente. Mas que merda é estar cega. A falta de vontade dá raiva. Como consequência, eu sinto a sua falta e você continua o teimoso de sempre.

27 de jan de 2010

Partindo.

Acho que as piores despedidas são as por telefone e msn. Mesmo que dolorosas, quando pessoalmente, pelo menos a pessoa em questão está presente. Acho que isso faz doer menos. Sei lá, doi de qualquer forma. Estou ciente de que tenho que ir, mas tenho me questionado se eu quero ir. Ele não deveria ser a causa, e sim a consequência. E isso deveria ser menos difícil. É ridícula essa sensação. Se a ação não tem reação, não deveria doer. Eu deveria estar me sentindo tranquila e não como se tivessem arrancado metade do meu estômago. E de novo se a ação não tem reação, é tudo uma grande palhaçada. E isso me irrita. E me confunde. E não faz sentido. O pior é a minha sensação de reação existente, semelhante e até mais intensa. É difícil decidir em quê vou acreditar. E isso me faz pensar o quão idiota sou. É melhor acreditar em quê: evidências ou palavras? É melhor seguir em frente ou esperar pra ver? É melhor ser cético ou acreditar no amor? É um saco quando as coisas não fazem sentido, não tem respostas. Se a cabeça te diz pra deixar pra lá e o coração te diz que não importa "o que é melhor", a coisa fica feia. No fundo, acho que os dois estão certos. E eu não sou de desistir. Acho que vou ter que esperar pra ver. E ficar sentindo a falta do meu estômago.

21 de jan de 2010

Falsidade, traição, essas paradas.

Pra começar, o simples fato da existência de algo chamado "mentira" já me é perturbador. Tem noção? Deus fala pra gente acreditar nas pessoas e todo esse blá blá blá, mas cara, as pessoas insistem em ser más. Muitos más. Na verdade, perversas é a palavra. Se você acredita, são falsas. Se você confia, te traem. Que delícia. O clichê da caixinha de surpresas cai bem. Se eu pudesse matar... ah cara, eu matava. Se eu pudesse morrer, talvez morresse também. Não que minha morte vá adiantar de alguma coisa, é só pra não ter mais que conviver com isso. Chega uma hora que a ingenuidade cansa. Chega uma hora que ser feita de trouxa, começa a irritar pra valer (Não que já não irritasse). Cansei de chorar por quem não vale a pena. Cansei de chorar por traições. Cansei de deixar minha cabeça no automático e meu coração no controle. Ser emocional dá nisso. Odeio isso. O pior de tudo é que tem umas que são tão FODAS que fazem todo o tipo pra você acreditar nelas. Judas. Vem com um papinho: "aaah se aproxima de Deus"; "leia a Bíblia quando estiver com raiva". E você acredita que elas são boas e confiáveis, afinal, tão falando de Deus. E no fim das contas, elas contam o que você compartilhou. Saco! Deus abençoe e guarde essas pessoas. Porque eu mesma, não sei o que fazer com elas.