29 de set de 2009

Amor.

Porque o amor é nada mais do que um reflexo de quem nós somos, uma parte. E quando se ama tanto, chega a doer. Se estar distante faz a respiração falhar, se não poder amar faz todo o corpo fraquejar, se tudo parece tão difícil, quase impossível... Talvez a certeza de que seremos finalmente completos não seja um mero sonho. Se amar faz o coração dar batidas desconexas e sem ritmo, se um simples toque provoca choques pelo corpo, se simplesmente a presença preencha a alma, talvez o próprio amor não seja um erro. Quando se ama o proibido, o inesperado, "difícil" é apenas eufemismo. Quando o amor é tão grande, que um só corpo não é capaz de contê-lo, nada mais importa no mundo. E a mente traiçoeira vai criando possibilidades, expectativas, alimentando desejos e vontades, intensificando dores e mágoas. Porque mesmo quando tudo parece dar errado e seguir de maneira equívoca, a esperança aparece, dissimulada. Se o amor tem que permanecer atrás de cortinas, de máscaras, largar princípios e ideologias parecem atos muito corretos. Se o ciúme transforma e estimula a vontade de ficar em uma embriaguez eterna, talvez... Apenas talvez, o amor seja muito maior do que se possa definir ou quantificar. Se o amor passa a representar seu passado, seu presente, seu futuro, seus sonhos, suas metas, suas vontades, seus desejos, tudo. Talvez esse mesmo amor transcenda a alma, a própria existência. E até mesmo Deus.

13 de set de 2009

"Losers: O guia ilustrado completo", by Teddy.

"Muitas das grandes realizações do mundo foram feitas por homens cansados e desanimados que continuaram trabalhando". Ok, essa frase do orkut - sim, do orkut - resume basicamente a ideia que venho por meio deste propor.
Se o cara tá cansado E desanimado, não vejo um raio de motivo pra anta continuar trabalhando. Ou o sujeito é um completo imbecil oooooooou - meu humilde ponto de vista - não desiste dos seus sonhos.
É inegável que todos apanhamos desde o dia em que fomos gerados. Pensemos o seguinte: fomos gerados a partir de um óvulo da nossa mamãe e de um sptz do nosso papai. Só para surgir um indício nosso, o pobre do sptz deve que nadar pra caralho, gastar ATP, quebrar as barreiras do óvulo e ainda fazer uma força danada pra entrar. Depois disso a gente se forma e talz e, de repente, a gente sai por lugares estranhos de dentro da nossa mamãe - sensação que, creio eu, não deve ser nada agradável e que, graças a Deus, nos esquecemos -, sentimos um puta frio, somos cutucados por pessoas chatas, sentimos fome, sede, dor de barriga, de cabeça e por aí vai. Quando saímos do nosso mundinho particular, começamos a luta eterna no mundo do lado de fora.
A gente cresce, se arrebenta, fica doente, sente dor, é rejeitado, fica feio, fica bonito, fede, depois 'desfede', engorda, emagrece, se ferra nos estudos, faz besteira, mente, não passa na bosta do vestibular, perde oportunidades, ganha oportunidades, sonha, ama, trai, se magoa, perdoa e a vida vai seguindo seu rumo.
Enfim, o ponto em que quero chegar são os sonhos. A gente sempre sonha e sonha e sonha e sonha e nunca para de sonhar. É a maior graça que poderíamos ter recebido: a habilidade para construir sonhos. Se a sua vida tá ruim, na merda mesmo, você começa a ter vários pensamentos estúpidos e auto-destrutivos. "Vou encher a cara"; "Vou usar drogas"; "Vou me matar"; "Vou dar o cu"; enfim... Será que vale realmente a pena se destruir e jogar tudo o que você quer e acredita no lixo? Eu sempre penso nisso quando estou mal. "O que vale mais: continuar estatelada ou levantar e continuar caminhando?" Sim, é um pensamento egoísta e egocêntrico, mas que se foda. O que importa de verdade não somos nós mesmos? De que vale me importar com o próximo, se não sou capaz de fazer isso por mim mesma?Como amar ao próximo sem saber amar a mim mesma? De que adianta ficar destruindo-se, queixando-se? Mesmo cansados ou desanimados, temos que continuar trabalhando sim, porque é por nós e não por terceiros. É pelos nossos flashs de felicidade. Pelo que acreditamos. Pelos nossos sonhos. Por nós mesmos. Para vocês que estão nessa situação, só reclamando: seus burros, fracos e perdedores. 'Tá' na hora de agir!

E "Viva la revolución", né Teddy? xD

9 de set de 2009

Reverência aos Amantes.

De que pode ser feito tal sentimento, tal relação? Por que foi criado o sentido pejorativo, se a semântica da palavra diviniza os sujeitos? O que é o “amante” de fato? Não seria, nada mais, do que aquele que ama? O uso contínuo, inexorável, deu à palavra um sentido incorreto e ligado à traição. Um amante é simplesmente aquele que ama: um objeto, um animal, uma pessoa. E o que é o amor, se não o caminho máximo ensinado e cumprido por Deus? De que forma pode-se acusar um amante, simplesmente pelo fato de ele ter cometido o ato da traição? Como se pode julgá-lo? A traição nada mais é do que uma balança em sensível equilíbrio. Um ato de culpa dividida. Há tantos momentos em que o amor cega; ideologias, ética, moral, nada disso existe. Há tantos momentos em que a raiva cega; e aqueles equivalem, também, a esse sentimento. O que é a traição, se não um conceito criado e divulgado pelas sociedades? A traição não é um pecado, é uma válvula de escape. Para o desejo, para a luxúria, para a vaidade e, até, para o amor. Quem nunca presenciou um amor difícil, quase impossível? Não crucifiquemos o traidor, que é apenas alguém sem escolha. Indeciso. Sem rumo. Apenas um ser humano, que cometeu um erro, justificável ou não. Merecido à pessoa atingida, ou não. Eu reverencio os amantes que verdadeiramente amam, porque têm coragem e não têm escolha. Eu reverencio os amantes que se descobrem por um acaso, porque seu amor, nada mais é do que o inevitável. Eu reverencio os amantes que sofrem, porque seu corpo e sua alma imploram para que se completem e o mundo nada mais faz do que os impedir. Eu reverencio os amantes de verdade, porque seu amor inevitável não é a Tentação do diabo e sim, a Ligação Santa do Senhor.